Quinta-feira, Novembro 05, 2009

O País que temos!

Vais ter relações sexuais? O Governo dá-te preservativos!
Já tiveste? O Governo dá-te a pílula do dia seguinte!
Engravidaste? O Governo oferece o aborto!
Tiveste um filho? O Governo dá-te o abono de família e, em breve, 200 euros!
Estás desempregado? O Governo dá-te o subsídio de desemprego!
Estás na escola e não aprendes nada? O Governo dá-te novas oportunidades!
És viciado? O Governo troca-te a seringa!
Detestas trabalhar? O Governo dá-te o rendimento social de inserção!
Agora experimenta estudar, trabalhar, produzir e andar na linha para ver o que é que te acontece! O Governo oferece-te uma carrada de impostos e responsabilidades! Assim
se vive ‘à pala’ de quem trabalha!

In Pagina do leitor no Global Noticias de 2009.11.05

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Segunda-feira, Outubro 05, 2009

"Ídolos 2009" - Filipe Pinto (Casting)

Ja tenho o meu favorito! Nao é da "geração Karaoke"... Mas quem diz a esta gente que lá por fazer um karaoke satisfatorio sabe cantar? 90% que aparece para os castings nunca estudou musica e deste 90%, 75 sao cromos que nunca deviam abrir a boca para tentar cantar nem que seja no banho.


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Domingo, Setembro 20, 2009

Banco de Esperma


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Quinta-feira, Setembro 17, 2009

Como terminar rapidamente reuniões de "produtividade"....

1- Antes da reunião, esfregar bastante, ambos os olhos;

2- No inicio da reunião, forçar uns espirros (no meu caso arrancar um pêlo do nariz foi o suficiente, além de ter a vantagens de pôr os olhos a lacrimejar) certificando-se que os mesmos provocam bastantes perdigotos e que atingem o máximo de pessoas possíveis (principalmente o responsável pela marcação da reunião);

3- Após os espirros, assoar-se ruidosamente e dizer (com voz fanhosa): “Talvez tenha sido má ideia ter ido passar as férias ao México….”

In Vida de Casado

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O meu País!

8:00 Segunda-feira, 29 de Jun de 2009

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam
que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto,vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada
nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha
Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando'pendula' , enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa. .. e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois
volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos
os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a
fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a
auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína.
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com
Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV
que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetrosde Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olhaali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar , ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o
perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a
agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora (acrescento meu: as descobertas nos séculos XVI-XVI, por exemplo) depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento.
E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!


Miguel Sousa Tavares

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Domingo, Julho 12, 2009

James Boag - Tasmanian Beer


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Domingo, Novembro 30, 2008

The Fray - How To Save A Life by Boyce Avenue


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Quinta-feira, Setembro 18, 2008

O efeito dos coelhos na luta de classes...

Isto porque certas familias, sao "piores" que os coelhos a fazerem filhos, e depois esperam que seja o Estado a dar abonos para criarem os miudos. Ainda há pouco tempo conheci uma rapariga que recebe de abono 140€/mês, e ainda se queixava de que era pouco. Mas é melhor que nada. Felizmente, o meu filhote, neste ano de vida tem sido saudável e não gasto 140€ com ele em fraldas, leite, etc... E se gastasse, nao era concerteza o Estado que tinha que o sustentar. Até decidirmos ter uma criança, ponderámos bem e tivemos que esperar para ter uma vida um pouco melhor, para lhe proporcionar o que desejamos para ele. Ainda conheci outra, cuja irmã, por ter sido "coberta" sem protecção e não ter marido nem emprego, recebia da Segurança Social, mais que o oredenado minimo nacional!
Desde sempre que oiço reclamar que os abonos de familia são baixos e que não dão para nada, mas tambem ninguem espera que os usemos para pagar a prestação da casa e do carro. Quer dizer, alguns que têm mais de 6 filhos até devem conseguir... Mas depois vêm para as TV's e jornais lamuriarem-se... Agora é por causa do inicio das aulas e gastam os subsidios de ferias nos livros e materiais. Ou ainda os passes escolares que o governo decidiu benificiar, e mesmo assim li uma opiniao nos jornais gratuitos, em que alguem reclama estar a contribuir para passes de "filhos de ricos" que não precisam do passe social. Como se as crianças viessem na carreira das 7 que passa na Quinta da Marinha...

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